Saiba como se preparar para estudar no exterior

“Foi uma das coisas mais importantes que fiz na vida. Influenciou na minha valorização pelo que temos no Brasil, nossa cultura, minha família e a forma como encaramos a vida”, afirma a jornalista Alexandra Menezes após dois anos de especialização de marketing e moda na London College of Fashion (LCF), que faz parte da University of The Arts London (UAL), em Londres, na Inglaterra.

Aprender um novo idioma, investir na formação acadêmica e na carreira profissional são algumas das razões que fazem muitos brasileiros a colocarem em prática o sonho de estudar no exterior. No entanto, é preciso se planejar bem para que o conto de fadas não vire um pesadelo. “Fazer tudo com cautela. Planejar custos e verificar se a instituição é realmente boa, se tem credibilidade. Afinal, você vai investir um dinheiro alto, que seja um investimento da melhor maneira possível, né?”, argumenta Alexandra.

A consultora de projetos Rebbeca Simões também optou por estudar fora e enxerga muitos aprendizados valiosos com a experiência, mesmo com muitos desafios no caminho. “Na Inglaterra, tive literalmente de reaprender a estudar, precisei aprender a estudar para produzir e compartilhar conhecimento”, conta.

Rebbeca acrescenta que muitas instituições brasileiras ensinam os seus alunos apenas a estudarem para passar de ano ou a conquistar o desejado diploma, diferentemente do que ela vivenciou no seu mestrado de um ano no Reino Unido.
Suzana Leal fez mestrado em educação para sustentabilidade na Universidade de Plinmouth na Inglaterra durante um ano e meio. Ela conta que o período fora do Brasil mudou sua vida. “Além de me levar para ouro lugar, além da academia, ela me trouxe uma visão de mundo”, frisa. E relata a importância de se ter um objetivo definido antes de partir para outro País. “É necessário ter toda a documentação, ter contato com os professores do lugar onde você vai, check-up e outros cuidados com a saúde e, se não tiver um bom inglês, procurar cursos que vão lhe ajudar a desenvolver o idioma. Uma coisa importante é ir planejado e saber realmente o projeto que vai realizar”, ensina.

A jornalista Ana Addobbati é outro exemplo nesse sentido. Ela atua há mais de dez anos nas áreas de marketing e relações internacionais e realizou mestrado na IE Business School da Espanha. Para ela, a experiência lhe trouxe uma visão de liderança mais forte. “Você volta com um repertório gigante e enxergando caminhos para solução”, declara Ana, que está trazendo ao Recife a Cluster Allummi Nordeste da Brazilian Students Association (Brasa), iniciativa que pretende promover troca de ideias, geração de negócios, vagas de emprego, empreendedorismo e networking entre os ex-estudantes que estudaram graduação ou pós no exterior.

Evento de Intercâmbio 
Com o intuito de reunir líderes globais, incentivar a internacionalização entre ex-estudantes de graduação e pós no exterior e orientar as pessoas sobre os estudos fora do País, Recife sediou ontem, 13 de setembro, o lançamento do Cluster Allummi Nordeste da Brazilian Association Students (Brasa), no Centro Universitário Estácio, das 19h30 às 21h30.

A líder do projeto Ana Addobbati revela que a ideia surgiu por querer promover uma prática consolidada fora e incentivar que mais nordestinos busquem essa meta. “Meu objetivo é juntar essas pessoas que estudaram no exterior, ajudar a conectar os nordestinos com a Brasa, e servir de referência para eles. Estimular que mais nordestinos estudem caminhos, se tornem líderes globais e saiam da sua zona de conforto”, revela.

A diretora de Conteúdos Digitais do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, Maria Luiza Borges, participou do evento e destaca a importância de sempre se atualizar. “Acho importante o surgimento de uma associação como a Brasa, para que possamos trocar experiências e estimular as pessoas a buscar intercâmbios e ampliar seus horizontes”, afirma Maria Luiza, que é mestre em comunicação e tecnologia pela Brunel University, na Inglaterra.
Outro palestrante do encontro foi o CEO da Verdhe Outlet e fundador da Aiesec, Ricardo Salazar. “Vale como informação. Morar no exterior tem lado bons e ruins. Logo, criar uma rede de pessoas que tiveram essa experiência será útil para aqueles que irão hoje ou no futuro”, indica.

Autoria:  FIAMMA LIRA
flira@jc.com.br
Imagem: Diogo Nigro/JC Imagem

Veja em: http://jc.ne10.uol.com.br/blogs/havagas/2017/09/04/saiba-como-se-preparar-para-estudar-no-exterior/

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